O Android vai à guerra


É estranho imaginar que aquele nosso inseparável companheiro do dia-a-dia poderia transformar-se em uma arma mortal. Há quase três décadas nascia a primeira geração de telefonia móvel pessoal (1G), quem viu aquele estranho e gigantesco aparelho nascer dificilmente pensaria que um dia uma de suas funções seria a de “mass destruction”.

Mas graças à Raytheon, responsável pela produção de sistemas de mísseis antiaéreos Patriot, em parceria com a Google, isso está prestes a tornar-se uma realidade. Ela está desenvolvendo está  um software capaz de localizar inimigos em suas imediações usando um celular equipado com o sistema operacional Google Android.

O software será capaz de receber imagens via satélite ou aviões não tripulados, e em seguida concentrar-se em detalhes como traços faciais, placas de automóveis e até leitura térmica de edifícios e instalações subterrâneas.

“O Google nos ajudou a expandir os limites do celular. Estamos tentando tirar vantagem da tecnologia dos celulares inteligentes e adaptá-la à necessidade dos soldados no campo de batalha”, disse Mark Bigham, vice-presidente de soluções de defesa e missões civis na Raytheon.

Os aparelhos, com tela sensível ao toque, custariam em torno de 500 reais e seriam cedidos pela Google, e claro, virão com Android. Já a Raytheon responderia pelo software de cifragem e pelo sistema de comunicação necessários ao funcionamento do aplicativo em áreas remotas e onde não exista sinal celular.

Haverá também um software de reconhecimento de identidade instalado nos aparelhos, onde apenas usuários credenciados teriam acesso. O sistema GPS também permitirá que os militares acompanhem cada aparelho durante as missões.

Por fim, ficam as dúvidas: Em que frequência esses aparelhos irão trabalhar? Será que não existe a remota possibilidade de um usuário comum interferir, acidentalmente ou não,  nessa rede fechada, usando seu aparelho? Bem, seja como for, se um dia a opção “Mass Destruction” aparecer habilitada em seu aparelho, por favor, não clique.

Via Stuff

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