Guerra tática de tecnologia


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A tecnologia em ebulição e tem gente que parece não curtir. Nosso esporte favorito é muito conservador. Faz tempo que o Futebol não muda regras para dar, quem sabe, mais ritmo. Isso, porém, não acontece lá pelos EUA e em outros esportes. O Futebol Americano, uma mão na roda para a forma americana de fazer publicidade por conta das várias interrupções que a regra do jogo proporciona, também é uma mão na roda para nós da tecnologia.

Logo que você bate o olho no técnico do time o vê com um headset simples. Ele está direto consultando os seus assessores técnicos, que, por sua vez ficam lá em cima, nas cabines panorâmicas, só recolhendo milhares de informações com seus notebooks e gadgets. Quando sai do campo para a vez da defesa jogar, o quarterback (aquele que arremessa a bola), por exemplo, coloca o fonezinho e recebe informações detalhadas sobre como está sendo a formação da defesa adversária, os movimentos específicos que estão fazendo. A partir disso, é só escolher a melhor jogada ou criar uma nova. Por sua vez, a defesa recebe as informações para dar um sack (derrubar com a bola na mão) preciso no quarterback.

Simples. Usa-se alguns palm tops, notebooks, softwares de estatística e edição de imagens, câmeras especiais e, pronto, temos praticamente uma guerra tática de uso da tecnologia. Se o técnico achar que o juiz está errado, ele tira uma bandeirinha amarela e joga no campo ao fim da jogada. O árbitro, então, tem alguns minutos para ir a um monitor exclusivo e rever o lance chegando a um veredicto melhor embasado. No tênis também há essa opção e o drama antes do replay causa um fervor incrível na torcida e atletas. Um show a parte.

Aqui não! Aqui não pode. Resolveram colocar um chip na bola que avisa quando essa ultrapassou a linha do gol. Vetado! Rever lance? Nem pensar. Já se acha ruim quando tem um telão dentro do estádio passando o jogo ao vivo. Anos atrás, quando no Corinthians, o técnico Wanderley Luxemburgo tentou inovar dando ao capitão da sua equipe (Ricardinho, na ocasião) um ponto eletrônico. Em vão. Ficou terminantemente proibido o uso de qualquer equipamento eletrônico que permita uma interação do jogador com alguém fora das quatro linhas.

Em vez de gastar dinheiro com um monte de pernas de pau, seria bem mais útil ver nosso time querido investindo em inovações tecnológicas, jogadores recheados de informações sobre o adversário e os craques tendo que superá-las cada vez mais. Mas não, aqui não pode!

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