Siga o @mundotecno no Twitter!

Você é responsável por suas informações


O bafafá tá solto na internet: O Facebook está acabando com a privacidade do usuário. Por causa disto, está todo mundo falando sobre a privacidade online. Todos contra a empresa de Mark Zuckerberg. Mas o culpado mesmo é ninguém menos do que você.

Privacidade na web

Ainda estamos longe de um mundo utópico onde você pode baixar filmes, músicas ou jogos de graça pela internet sem ser taxado de pirata. Um mundo onde tudo é grátis. No entanto, existe muita coisa gratuita na web. Redes sociais por exemplo; Twitter, Orkut, Facebook, YouTube, etc. Mas se eles prestam um serviço gratuito, como que eles sobrevivem?

Afinal de contas, precisamos lembrar que nada neste mundo é de graça. O pessoal que trabalha no Twitter, por exemplo, tem trabalho integral. Manter o site, programar novas funções, manter o servidor funcionando… nada disto é de graça! Mas e como eles pagam tudo isto se não possuem anúncios em seu site?

Ok, isto dito, vamos voltar ao Facebook. Eles tem um modelo de negócios, muito similar ao que o Google fez com o AdWords: anúncios direcionados. Ou seja, os anúncios exibidos são relativos ao conteúdo do site onde são exibidos. Sacada genial. Afinal de contas, se você está em um site sobre carros, você provavelmente tem interesse no assunto. O mais lógico é que você veja anúncios sobre carros.

O Facebook tentou fazer algo similar com seus anúncios, mas em vez de colocar anúncios de acordo com o conteúdo da página que você está vendo, ele coloca anúncios de acordo com seu gosto, com sua idade, com sua localização – informação que você inseriu no seu perfil. Sim, você.

Já tive o prazer de usar a ferramenta de anúncios do Facebook algum tempo atrás, e só imagino que tenha melhorado deste então. Você pode colocar anúncios de acordo com uma faixa etária, local de residência, língua, hobbies, profissões, e muito mais. Seu anúncio será mostrado apenas ao seu público-alvo! O problema que até informações que você escolheu marcar como “ocultas” (por exemplo, sua preferência sexual ou religiosa) estavam sendo transmitidos aos anunciantes – de repente, um homossexual começa a ver anúncios de cruzeiros gays mesmo ele não sendo abertamente gay. Constrangimento, ainda mais se sua mãe estiver do lado desta pessoa e começa a se perguntar “por que meu filho está recebendo anúncios de produtos gays?”.

Mas, novamente, você é o culpado.

Desde que comecei a usar a internet lá na metade da década de 90, uma coisa que meus pais me ensinaram eu passei a aplicar na vida real: nunca dê seu endereço real. Os sites naquela época pediam muitos dados para se cadastrar: nome, telefone, endereço, etc. O engraçado é que nenhum de fato enviava algo pra você, ou até mesmo não ligavam. Como sabia que eu estava assinando um serviço e não comprando um produto, colocava dados falsos (“R. da esquina, 1234 – Tel (11) 345-6789“). Céus, até meu nome passei a falsificar; tanto é que hoje sou mais conhecido pelo meu pseudônimo do que pelo meu nome.

Boas intenções - más iniciativas

Boas intenções - más iniciativas

A ideia pra mim sempre foi simples: se eu tenho algo que não quero que ninguém saiba, não vou confiá-lo a ninguém – muito menos um site que poderia sem querer “vazar” meu segredo ao mundo. Se o Facebook tem informações privilegiadas suas, então alguém aí fez burrada: ou o pessoal do Zuckerberg enviou espiões atrás de você, ou você mesmo que colocou aquelas informações lá.

Aí você me vem e diz: “Ah, mas estava escrito nos termos de uso que minhas informações que marcasse como ‘ocultas’ permaneceriam ocultas a todos“. Ok, ok. Mas também está escrito que os donos do serviço podem mudar aqueles termos a hora que quiserem e você não tem o direito de reclamar. Leia lá. É verdade.

Aí que entra aquele ponto inicial que eu tava falando, sobre o serviço grátis. Como web designer e geek, sei que há uma diferença estratosférica entre produtos gratuitos e pagos: o Photoshop é muito melhor que o Gimp, um servidor pago é muito melhor que um gratuito, um site personalizado é muito mais chamativo que um que você baixou o template de graça. Por que os produtos e serviços pagos são melhores? Por que há o interesse do prestador do serviço em manter sua clientela. O pessoal que faz de graça está pouco se importando se você tá gostando do serviço deles ou não – afinal de contas, eles não ganham nada com isso mesmo. É só se colocar no lugar deles: você trabalharia de graça e aceitaria receber xingamentos de usuários insatisfeitos que não te pagam um tostão?

Você quer guardar segredos seus? Compre um cofre. Em uma era onde pessoas colocam o endereço de suas próprias casas no Foursquare apenas para darem check-in (e consequentemente mostrando ao mundo onde você mora), a informação pode valer muito – mas o excesso de informação é o que pode acabar custando muito.

O Facebook tem todo o direito de usar as informações que você inseriu no site deles (sem pagar um tostão) para sobreviver. Não estou dizendo que o que eles estão fazendo é certo – mas a única pessoa que você pode culpar por vazar informação pessoal sua é você mesmo. #ficadica

Related Posts with Thumbnails

3 Comments

  1. Micael says:

    excelente artigo canha.

    me canso do povo reclamando de invasão de privacidade e colocando foto de tudo que faz e dizendo o que faz pela internet.

    ocorre pouco, mas quero ver qndo a marginalidade começar a pegar o que alguém ta fazendo no twitter e ir lá sequestrar, ou quando ligarem pra sua casa dizendo que sua filha foi sequestrada mas na verdade ela estava no shopping e tinha avisado pelo twitter onde estava.

    vlw

  2. Na minha opinião, acho que o Facebook não está ocultando devidamente os dados pessoais de seus usuários. Com respeito a privacidade acho que o serviço do Google, o Orkut, é melhor.

    Abraços…

  3. Almy Fróes says:

    eu acho q é igual a historia do vampiro,ele so entra se for convidado,tem gente que posta no orkut:estou viajando ate dia tal galera!
    Depois quer reclamar que foi assaltado…..