A Viacom, empresa responsável por canais populares de TV a cabo como Comedy Central, Nickelodeon e MTV exigiu que o portal de vídeos YouTube, adquirido pela Google por US$ 1,65 bilhão em 2006, retirasse todo o conteúdo de seus canais que estiverem em seus servidores.

A Viacom afirmou ter perdido a paciência após meses de discussão com a Google e o YouTube. “Ficou claro que o YouTube se recusa a chegar a um acordo justo que permitiria disponibilizar conteúdo da Viacom aos seus usuários”, declarou a operadora descontente com os mais de 100 mil clipes hospedados sem autorização no site.

O YouTube confirmou a exigência e disse que irá colaborar com ela, acrescentando que infelizmente a Viacom não receberá mais o benefício de uma audiência apaixonada que ajudou a promover muitos dos programas de seus canais. Entre os vídeos que devem ser retirados do ar estão clipes de desenhos como South Park, ou ainda do entrevistador Jon Stewart,

A briga entre a Viacom e o site YouTube começou em outubro de 2006, quando um pedido de retirada de todo seu material foi feito aos operadores do portal, que atenderam às demandas. No entanto, o caráter de livre inclusão de vídeos no sistema permitiu que usuários inserissem rapidamente o material removido.

A Viacom então expressou seu desejo de encontrar um modelo de negócios viável para disponibilizar seu conteúdo através da Internet. Meses de conversas se passaram, e nos últimos dias as duas companhias decidiram que não haveria acordo.

A firma de pesquisas de mercado IDC aponta que a ação da Viacom pode trazer sérias conseqüências para o YouTube, que pode ver uma diminuição no número de seus usuários ou anunciantes, problema que pode ficar ainda maior caso a Google não consiga chegar a um meio termo com outras companhias no futuro. Atualmente, no entanto, a Google possui parcerias de peso com empresas como Warner, Universal e Sony BMG.

Mas, analistas acreditam que a Viacom também deve sair afetada, por conta da revolta dos consumidores. “Ao contrário da RIAA, a Viacom não está indo atrás de indivíduos, mas isto pode não importar para usuários”, explicaram.

Fonte: Geek

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