
Criar códigos aplicando conceitos e regras de acessibilidade é bastante trabalhoso e complicado. Porém, considero a prática questão de hábito ou ainda, a soma de hábito e preocupação com quem vai acessar o seu conteúdo.
Trabalhoso?
Sim e o motivo é bem simples. Muitos pensam que apenas o indivíduo responsável por escrever o html deve possuir o conhecimento necessário para deixar o código acessível, o que não é verdade. É bastante importante que todos os envolvidos no processo de desenvolvimento tenham pelo menos uma base sobre o assunto para que uma rotina não atrapalhe a outra e partes do trabalho não se percam no meio do caminho.
Sobre o teste
Agora vem a parte complicada e, na minha opinião, a mais importante. Para testar a acessibilidade do seu site de fato, é necessário navegar como uma pessoa que usa um leitor de tela, como o Jaws. Para isso, você que fará o teste, precisa aprender (literalmente) a acessar um site como uma pessoa com deficiência visual, por exemplo. É importante tentar chegar o máximo possível próximo da realidade, por isso não é exagero sugerir uma tentativa de navegação com os olhos fechados.
O Maujor publicou em seu site um tutorial sobre o Jaws para facilitar o aprendizado das pessoas que realizarão os testes. Vale a pena dar uma lida e investir nas suas habilidades como desenvolvedor, já que provavelmente, daqui há algum (pouco) tempo, conhecimentos sobre acessibilidade deixarão de ser um diferencial e passarão a ser pré-requisito em nossas carreiras.



























comentou em 16/01/2008 às 09:01
Adooooro esses assuntos!
Acho que a complicação de fazer interfaces acessíveis está mesmo na adaptação dos desenvolvedores às “regras”. A maioria quer continuar com os métodos antigos.
Tem um vídeo, que eu gosto bastante, que foi feito pelo pessoal do acessodigital.net: http://acessodigital.net/video.html
Nele mostra o que acontece quando uma pessoa usa um programa como o Jaws entra num site que não segue as práticas de acessibilidade.
Belo artigo, Felipe!
comentou em 16/01/2008 às 09:01
Ana, já vi este vídeo. É maravilhoso, todos deveriam ver! Um ótimo artigo mesmo, Felipe!
Bjus!
comentou em 16/01/2008 às 10:01
Mas aí aparece uma questão:
Seu site realmente precisa ser acessível a todos?
O meu blog, por exemplo, é sobre design. Creio que seria de pouco interesse a um cego aprender sobre uma coisa 100% visual.
De qualquer maneira, existem algumas pessoas com apenas um certo grau de deficiência visual, o que não impede eles de quererem aprender sobre o assunto.
De qualquer maneira, sei quanto é importante a acessibilidade. Mas TODOS os sites precisam ser acessíveis?
Enfim, já havia ouvido falar nesse Jaws. Vou utilizar ele pra ver como que é.
Abraços
comentou em 16/01/2008 às 11:01
Sim, Canha, pois Acessibilidade não é só para ajudar os deficientes visuais. O lance do leitor de tela é só uma partezinha da Acessibilidade, que também ajuda o surdos, os daltônicos, e todo mundo que tem alguma barreira para interagir com um site, seja ela física ou tecnológica, vamos dizer assim.
comentou em 16/01/2008 às 11:01
Sim Canha, como a Ana disse acima, é importante que se apliquem conceitos de acessibilidade em todos os casos. Existem usuários que não são cegos, não são daltônicos, mas que sofrem de problemas motores, ou seja, não conseguem usar o mouse. Estes usuários acabam usando leitores de tela para melhorar a navegação via teclado.
Da uma olhadinha no video que a Ana colocou no primeiro comentário, é bem interessante e da uma boa noção do assunto.
Um abraço
comentou em 16/01/2008 às 01:01
Ae Felipe!
Parabéns pelo artigo!
É um assunto de extrema importância. Gosto de encarar não só como um assunto de cidadania como de avanço tecnológico.
Qual seria a próxima etapa da tecnologia? Acredito naquela que aborde novas formas de interação.
Na faculdade (acredito que eu já tenha lhe falado sobre esse assunto) estamos trabalhando para a criação de um núcleo de pesquisa. Acredito que com esse núcleo formado irei inserir para uma linha de pesquisa científica alguns temas relacionados - ou que poderiam me dar uma luz - ao meu TCC.
Um assunto que acho interessante é o domínio da voz sintetizada, como o JAWS citado por você e pelo Maujor. O que eu venho ultimamente debatendo com colegas de classe o quanto seria bom adaptar um software como o JAWS para celulares. Imagine um deficiente visual podendo mandar SMS apenas conversando com o celular!
Indo um pouco mais longe, gostaria dessa tecnologia pra mim. Imagine eu em minha sala com uma baita tecnologia multimídia, eu apenas direcione minha voz ao aparelho de som e peço que abaixe o volume. Logo em seguida me direciono a TV pedido que aumente o volume. Nova forma de interação, seria como falar com pessoas.
Ainda temos muito a fazer para chegar em tal nível de automação doméstica, mas estou estudando para isso.
Abraços.
comentou em 16/01/2008 às 04:01
Valeu pelo comentário Victor.
É, semântica e acessibilidade terão relação direta com domótica, serão assuntos cada vez mais importantes com o passar dos anos.
É legal saber que já existem estudantes pensando além.
Um abraço