É quase um consenso: a blogosfera passa por um período slowdown, onde tudo caminha lentamente - e sem graça. Um completo contraste do que víamos há cerca de 8 a 6 meses atrás, onde quase todos os dias víamos novidades interessantes, em uma agitação frenética. Era difícil acompanhar o ritmo. A blogosfera se exaltava, vangloriava-se de seus feitos, crescia e aparecia, queria mudar o mundo. Um tanto ingenuamente, mas era uma animação contagiante.

Como ninguém é de ferro, não é possível manter este ritmo por muito tempo, ainda mais porque a grande maioria dos blogueiros não vive disso - poucos se dão ao luxo de ter uma renda de verdade com o blog. Tornou-se estressante ter tempo para blogar, que é muito mais do que simplesmente manter o blog atualizado: é atualizar, ler muito, pesquisar, tirar dúvida dos leitores, networking, parcerias, contatos, etc, etc,etc. Fora isso, temos trabalho, vida pessoal e familiar e outras atividades paralelas.

Outra coisa que pesou foi que todo mundo já enjoou e não agüenta mais ver as discussões nonsense da blogosfera. Era questão de tempo haver uma hora em que a fadiga e o desânimo caísse sobre muitos. É completamente normal.

Navegando, acabei esbarrando em algo que acabei me identificando pelas suas características. Chama-se Síndrome de Burnout. Veja a descrição segundo a Wikipedia:

Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação.

Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda.

As observações já se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam e/ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas à avaliações.

Definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho, essa doença faz com que a pessoa perca a maior parte do interesse em sua relação com o trabalho, de forma que as coisas deixam de ter importância e qualquer esforço pessoal passa a parecer inútil.

Como conseqüência da síndrome de Burnout, os blogueiros que foram acometidos por ela dividiram-se entre duas atitudes:

a) Não atualizar o blog, porque não se encontra inspiração (leia-se: vontade) para escrever.
b) Atualizar o blog, mas sem muita vontade e preocupação com a qualidade.

Confesso que acabei caindo na armadilha da alternativa B, e houve sim uma queda na qualidade do Mundo Tecno. Eu reconheço e lamento por isso. Outros, estão sem atualizar seu blog há meses. Qual a melhor atitude?

Googlando, descobri que Darren Rowse, o mestre Yoda dos Probloggers, já havia notado este tipo de síndrome abatendo os blogueiros, o que rendeu um post falando em como prevenir que ela tome conta de você.

Como prevenir, ao menos para mim, já é tarde. O que procuro agora é saber como combater esta Síndrome de Burnout. Algumas atitudes que estou tentando tomar para combater esse desânimo, são estas:

- Não levar o blog tão a sério. Ele tem que dar prazer e não ser uma obrigação.
- Não encarar como trabalho, mas como diversão, que foi como ele surgiu. Trabalho é chato, ponto.
- Me afastar das discussões da blogosfera. Mau humor é contagioso e pega sim, senhor.
- Tentar atualizar o blog somente quando achar que tem algo interessante para compartilhar.
- Porém, não demorar tanto tempo para atualizar a ponto de que alguém fale: “lembra de quando existia aquele blog?”
- Responder a emails somente quando e a quem quiser. Desisti, nunca vou zerar a caixa mesmo.
- Chega de se irritar as salsinhas. No fundo, elas nos divertem!
- Não tem dinheiro que pague a satisfação de fazer o que gosta.

Bem, é isso. Você concorda com o que eu disse? Discorda? Acha que não passa de balela? Fala, garoto!

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